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    Como Engravidar ?



    VITAMINAS

    Consumir Vitaminas para Engravidar

    vitaminas para emagrecer

    A maioria das vitaminas podem ser encontradas em forma de cápsulas, em compostos concentrados que podemos ingerir. Porém, recomenda-se principalmente o uso das substâncias naturais, consumidas através do alimento.

    Há vitaminas que podem acarretar problemas para a fertilidade, por isso, se deseja realmente estimular a atividade fértil ingerindo mais vitaminas, consulte um médico. Por exemplo, a vitamina B6 pode provocar desiquilíbrio hormonal, por outro lado a ausência dela no organismo se associa aos sintomas da TPM. A vitamina está presente em peixes, aveia e carnes em geral. As vitaminas C e D são antioxidantes, elas podem atuar como rejuvenescedoras das células e defendem o organismo contra substâncias nocivas.  Os homens também devem se nutrir visando a fertilidade, o consumo de vitamina E ajuda a evitar o câncer de próstata , a substancia é encontrada principalmente em alimentos que contém betacaroteno – beterraba e cenoura, por exemplo.

    A vitamina B9 é uma das importantes na gestação, por isso não deve faltar no organismo da mãe. Também conhecida por ácido fólico, ela é importante para o desenvolvimento do feto, atuando no desenvolvimento do tubo neural que virá a se tornar o sistema nervoso central, o seu consumo pode evitar muitas doenças relacionadas ao sistema nervoso do bebê. Em contraponto, os homens podem ingerir vitamina B12 para ajudar a aumentar a contagem de espermatozoides.

    Lembre-se que o organismo absorve uma quantidade limitada de vitaminas, além disso os médicos indicam uma porção diária para ser ingerida. As cápsulas devem servir como balanceamento de uma dieta, não como componente principal.

     

    Alimentos para Engravidar

    Todas as vitaminas citadas são encontradas em cápsulas, uma forma mais fácil que a ciência desenvolveu para conseguirmos os elementos necessários ao organismo. No entanto, consegui-los através de uma boa alimentação é muito mais saudável, pois influencia na criação de uma dieta equilibrada e rica em nutrientes, além das vitaminas.

    É importante não apenas consumir alimentos que ajudam no metabolismo, mas evitar o consumo daqueles que inibem a sua atuação. Por exemplo, a cafeína é um inibidor natural da absorção do ferro – motivo pelo qual não é lógico bebermos café após as refeições, o ferro é um nutriente importante para a mulher que deseja engravidar, pois a baixa de ferro pode ocasionar anemia gestacional e anemias podem levar ao aborto espontâneo. Pesquise quais alimentos contém substâncias inibidoras de outras, pois muitas vezes não são apenas as mais conhecidas – a exemplo do café, que contém cafeína porém alguns chás contém até uma concentração maior da substância, como o chá verde.

    Outras Vitaminas & Suplementos

    Como visto acima, algumas vitaminas podem ajudar você a aumentar as chances de engravidar. Como a gravidez é um processo complexo, são vários os fatores que podem determinar o sucesso de uma tentante. 



    Escrito por Lully :) às 10h55
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    INHAME

    Chás para Engravidar

    Chás podem ser aliados na busca por uma concepção

    A fertilidade é um processo físico e químico, como já tratamos anteriormente. Uma vez que o individuo de uma espécie tem a capacidade de física para se reproduzir, ou seja, possui órgãos específicos para isso, só lhe falta ser quimicamente capaz de realizar o processo de reprodução. A química por trás da reprodução são os hormônios, principalmente os esteroides, os hormônios produzidos pelo corpo serão responsáveis por praticamente toda a fertilidade. Eles estimulam a produção das células necessárias para que haja a fecundação, ajudam o organismo a manter a gestação nas primeiras semanas, estimulam o apetite sexual e atuam até o final do processo, na liberação do bebê.

    chá para fertilidade

    Por sua parte química a fertilidade pode ser estimulada. A corpo é um aparelho muito complexo, mas apenas é necessário que o interessado, ou interessada, saiba de como substâncias podem agir para beneficiar a sua fertilidade. Os alimentos naturais oferecem uma grande base para aumentar a fertilidade, porém, além da comida existe a opção de tomar chás para o mesmo efeito. Muitas plantas são pesquisadas sobre suas consequências para a fertilidade, diversas delas apresentam a capacidade de regular ciclos hormonais e potencializar a possibilidade de concepção, além de possuírem fotoquímicos que ajudam no rejuvenescimento de células e melhoram as chances de uma gravidez tranquila.

    Plantas Indicadas para Quem Quer Engravidar

    O chá de urtiga é um exemplo de chá que foi pesquisado e verificado que pode aumentar a fertilidade, pois a planta está cheia de componentes que ajudam a rejuvenescer o útero, tornando-o um ambiente mais propício para a fixação do óvulo. Nesse caso, utiliza-se uma das variedades da planta que não incomoda a pele. Apesar de ser um chá que estimula a fertilidade, a urtiga pode se tornar um abortivo se utilizado durante a gravidez.

    O Yam Mexicano é um dos poucos casos em que além de ser um chá que estimula a fertilidade, também é afrodisíaco. Muitas pessoas confundem as duas coisas, mas a estimulação da fertilidade ocorre quando algo estimula a produção dos hormônios  reprodutivos, tais como a progesterona, para a produção de gametas, tanto nos homens quanto nas mulheres. Afrodisíacos, por sua vez, estimulam a libido.

     

    Receitas de Chás para Engravidar

     Chá de Maçã, urtiga e salsaparrilha

    • 2 colheres (sopa) de maçã
    • 1 colher (sopa) de urtiga
    • 1 colher (chá) de salsaparrilha

    Colocar em infusão em água fervente. Esse chá pode ser tomado de duas à três vezes por dia.

     

    Como Tomar Chá de Inhame para Engravidar

    Conheça o benefício do chá de inhame

    Quando se está com dificuldade para engravidar, um dos causantes de tal dificuldade pode ser a ovulação, ou melhor, problemas com a ovulação. Para quem tem uma ovulação irregular, não ovula ou sofre com a síndrome dos ovários policísticos, procurar métodos de estimular a ovulação pode ser uma escolha eficiente para a mulher.

    Alguns alimentos e plantas podem interferir na ovulação da mulher, tanto para dificulta-la, que é o ocorre com o excesso de consumo de cafeína, quanto para estimula-la. As raízes e tubérculos são ricos em ácido fólico, que tratam os ovários. O inhame é uma das variedades que se destacam entre elas, pois seu benefício para as tentantes já foram comprovados.

    Conheça as propriedades do inhame

    O Inhame não é, na verdade, uma planta especifica, mas a denominação popular para um conjunto de espécies de plantas que apresentam esses tubérculos na raiz, comestíveis e cheios de vitaminas que colaboram com a saúde humana. O inhame melhora a qualidade do sangue, atua no sistema imunológico e tem a presença do hormônio, fito-hormônio, diosgenina, utilizado na indústria farmacêutica.

    A diosgenina pode ser transformada pelo organismo humano em progesterona, hormônio ligado à reprodução e ao envelhecimento, é muito utilizado em tratamento da menopausa, para reduzir os efeitos desse período. Para a mulher que ainda está em idade reprodutiva, no entanto, sua ação é diferente. A transformação de diosgenina em progesterona leva ao bloqueio dos estrógenos do organismo, isso aumenta a produção de gonadotrofinas que, por sua vez, aumentam as atividades dos folículos ovarianos, que levam a ovulação, aumentando as chances de gravidez.

    Chá de Inhame para estimular a ovulação

    Embora o consumo de inhame já atue sobre a produção de hormônios no corpo, consumi-lo em forma de chá potencializa a utilização das substâncias presentes no tubérculo, que se perdem com o cozimento, por exemplo. A receita do chá de inhame é muito simples e pode ser feita por qualquer pessoa.

    Ingredientes:

    • Casca de 1 Inhame
    • 1 Copo (250ml) de água

    Modo de preparo:

    Colocar os dois ingredientes em uma panela e deixar ferver por cerca de 5 minutos. Tampar a panela e deixar esfriar. Após frio, coar.

    chá de nhame

    Existem algumas recomendações a respeito da bebida, por exemplo, o organismo absorve melhor as substâncias estando em jejum, então as chances de funcionar são maiores quando a tentante o toma em jejum até ocorrer a ovulação. O chá deve ser tomado durante sete dias seguidos em cada ciclo, recomenda-se entre o 7° e 14° dia. Essa repetição pode ser feita por até seis meses, caso não ocorra uma gravidez nesse período o melhor é ter pelo menos um intervalo antes de voltar à técnica, pois pode ocorrer um problema de hiperestimulação ovárica na mulher.

    A ação que ocorre após o uso do chá não é apenas a estimulação da ovulação, que promove a liberação de dois ou mais óvulos por ciclo, mas também ocorre o prolongamento do período fértil, aumentando o tempo “de vida” do óvulo para a fertilização.

    O uso do chá pode provocar náuseas, vômitos e diarréias como reações.



    Escrito por Lully :) às 10h42
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    Hormônio FSH:

    Fertilidade e Reserva Ovariana

    muito importante entender!!


    Após os 30 anos é importante a mulher fazer o exame de FSH (Hormônio Folículo Estimulante), exame de sangue, mais ultrassom (us) para verificar sua taxa ovariana, ou seja, com o FSH pode-se medir a capacidade fértil de uma mulher, ou seja, qual o seu estoque de óvulos para gerar um filho.

    O resultado obtido do FSH indica com maior precisão essa reserva desde que associado ao ultra-som abdominal para verificação das dimensões anatômicas do ovário. Alcança uma margem de segurança, quando combinados os dois exames, de 80%.

    Com o resultado do FSH pode-se avaliar que quanto menor o valor do FSH, maior a reserva ovariana. Se o FSH estiver abaixo de 15, há garantia de óvulos para uma futura fecundação. Se for acima de 15 e abaixo de 25, está normal considerando uma gravidez a curto e médio prazos. Mas, se superar 25, a reserva é praticamente inexistente. E, neste caso, a paciente terá que utilizar óvulo de uma doadora.

    Aqui um artigo bem completo que explica sobre à avaliação da reserva ovariana:


    "
    Toda a mulher já nasce com o estoque de óvulos definidos para sua vida fértil, chamado reserva ovariana ou potencial de fertilidade feminina.
    Por isso, quando vc decide engravidar é imprescindível fazer uma avaliação da sua reserva ovariana, mesmo que vc ainda seja jovem. Se vc já tem mais de 35 anos essa avaliação é ainda mais necessária.

    Mas como Avalia-se a reserva ovariana?
    A 1a avaliação deve ser a dosagem de LH, FSH e Estradiol no 3o dia do ciclo da mulher. Havendo alguma alteração devem ser feitos exames mais detalhados, como ultrassom, Inibida-B e Hormônio Anti-mulleriano.
    • FSH maior do que 10 mlU/ml e estradiol maior que 35 pg/ml, geralmente sugerem uma má respondedora aos estímulos hormonais ("Poor Responder").
    • FSH menor do que 10 mlU/ml e estradiol menor do que 35 pg/ml geralmente sugerem uma boa respondedora aos estímulos hormonais ("Good responder").
    • Inibina-B: é um hormônio fabricado pelas células dos ovários e indica a quantidade de óvulos disponíveis para serem fertilizados. Quando estiver com concentração abaixo do normal, significa que existe uma diminuição deste número e a capacidade de engravidar está também, teoricamente, menor.
    • Hormônio anti-mulleriano(AMH): É um hormônio fabricado por células do ovário(folículos) e dá uma idéia do número de óvulos existentes nos ovários capazes de serem fertilizados no presente e, para o futuro, a possível longevidade reprodutiva.
    • ULTRA-SONOGRAFIA: avalia o tamanho, o volume dos ovários e a presença de folículos iniciais (ou folículos primordiais). Ovários pequenos e sem estes folículos significa uma Baixa Reserva Ovariana. 
    Algumas perguntas e respostas sobre a fertilida após os 35 anos:

    1) Existe limite de idade para ter filhos para o homem e para a mulher? R: Existe, e nesse ponto o homem é privilegiado em relação à mulher. Embora o homem possa ter uma queda da fertilidade após os 45 e 50 anos, isso não o torna infértil, podendo ter filhos até os 70, 80 ou mais. Já a mulher, tem o seu relógio biológico com limites bem definidos. Dificilmente uma mulher consegue engravidar com os seus próprios óvulos após os 50 anos.

    2) Qual o limite de idade para a mulher?
    R: Para entender esse limite é importante conhecer como funciona o sistema reprodutor da mulher. Um bebê do sexo feminino ao nascer, tem 2 milhões de óvulos nos seus ovários. Ao chegar à puberdade, na primeira menstruação, esse número diminui para 300 a 400 mil óvulos. Esse número de óvulos disponíveis é chamado de Reserva Ovariana que corresponde ao "estoque" de óvulos capazes de serem fertilizados. A cada ciclo menstrual natural, 1000 óvulos são estimulados espontâneamente, mas somente um deles chega à ovulação. Os outros 999 são perdidos, caem da cavidade abdominal e são absorvidos. Portanto, a cada mês são retirados do estoque ou Reserva Ovariana 1000 óvulos. Conseqüentemente, a cada ano 12 mil, e após 25 anos já foram perdidos 300 mil. Portanto, após os 35 anos de idade começa haver uma redução importante dos melhores óvulos e após os 40 sobram muito menos. Geralmente, após essa idade os que restaram são os de pior qualidade e mais difíceis de serem fertilizados e gerarem uma gravidez. Assim, o limite máximo da gravidez pode ser considerado 45 anos e em alguns casos muito excepcionais pode chegar até os 50 anos.

    3) Mesmo que uma mulher menstrue normalmente aos 48 anos, a Reserva Ovariana estará prejudicada?
    R: Sem dúvida nenhuma. É muito comum mulheres contestarem o argumento descrito na questão anterior por apresentarem menstruações regulares e concluírem com isso que podem ficar grávidas naturalmente. Não existe uma relação direta e obrigatória, entre a menstruação e a Reserva Ovariana.

    4) A Reserva Ovariana pode ser avaliada? R: Sim. Pode-se ter uma boa idéia por meio de exames. Os mais importantes são:

    a) FSH, LH e Estradiol: são exames de sangue hormonais e devem ser avaliados entre o 3o e 5o dia do ciclo menstrual.
    b) Inibina-B e Hormônios Antimulleriano: são bons marcadores, mas são difíceis de serem dosados no Brasil.
    c) Ultra-sonografia: realizado também entre o 3o e 5o dia do ciclo menstrual, dá uma idéia da Reserva Ovariana pelo número de pequenos folículos primordiais vistos pelo ultra-som. Quanto mais folículos primordiais presentes, maior será a Reserva Ovariana.


    5-) Além das possíveis dificuldades em engravidar após os 35 anos, existem outros riscos?
    R: Após os 35 anos, aumenta também a chance de malformações e de abortamentos. Entre os 35 e 40, esse aumento não é tão importante. Após os 40 anos fica mais evidente e após os 45 passa a ser muito maior. É importante que o casal tenha consciência desse fato principalmente próximo aos 45 anos para que não cometam enganos e se arrependam posteriormente.


    Riscos de anomalias cromossômicas em recém-nascidos de acordo com a idade materna
    Idade Materna
    (anos)
    Riscos de Sindrome de DownRiscos Total de Anomalias Cromossômicas
    201/16671/526
    251/12501/476
    301/9521/385
    351/3781/192
    401/1061/66
    411/821/53
    421/631/42
    431/491/33
    441/381/26
    451/301/21
    461/231/16
    471/181/13
    481/141/10
    491/111/8


    Riscos de aborto conforme o aumento da idade materna
    idade (anos)aborto espontâneo (%)
    15-199,9
    20-249,5
    25-2912,5
    30-3415,7
    35-3917,7
    40-4433,8
    45 ou mais53,2





    Escrito por Lully :) às 17h57
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    TESTES GRAVIDEZ

    Com quantos dias de gravidez eu já posso fazer o teste de gravidez?

    Quantos dias depois da concepção o teste de gravidez torna-se positivo?

    É realmente necessário esperar pelo atraso menstrual?

    Posso fazer os testes caseiros antes de realizar o teste de farmácia?

    Afinal, se a mulher já está grávida, por que os testes dão negativos nos primeiros dias e gestação?

     

    QUANTO TEMPO DEVO ESPERAR PARA FAZER O TESTE DE GRAVIDEZ?

    Não existe uma resposta única para essa pergunta, pois isso depende do tamanho do ciclo menstrual da mulher e do momento que ocorreu a fecundação. Porém, como a maioria das mulheres tem um ciclo com mais ou menos 28 dias, umas com alguns dias a mais, outras com alguns dias a menos, o momento em que o teste de gravidez torna-se positivo não varia muito na maioria dos casos.

    Todos os testes de gravidez utilizam o hormônio beta hCG como forma de diagnosticar uma gravidez em curso. Isso faz sentido, pois esse hormônio começa a ser produzido pelas células do embrião nos primeiros dias após a concepção .

    Em geral, recomenda-se fazer o teste somente após a menstruação ter atrasado, pois é mais ou menos nessa época que os níveis de beta hCG tornam-se altos o suficiente para serem detectados pelos testes de gravidez.

    POR QUE É NECESSÁRIO ESPERAR A MENSTRUAÇÃO TER ATRASADO PARA FAZER O TESTE DE GRAVIDEZ?

    O atraso menstrual em si nada tem a ver com os níveis de Beta hCG. É apenas uma coincidência que, na maioria das mulheres, os níveis de beta hCG só tornem-se suficientemente elevados para serem detectados ao redor do fim do ciclo menstrual, ou seja, na época que a menstruação deveria aparecer. Vamos explicar com mais detalhes.

    A ovulação costuma ocorrer no meio do ciclo menstrual. Isso significa que a maioria das mulheres ovula mais ou menos 14 dias antes do fim do ciclo. Como o tempo de vida do óvulo é de apenas 24 horas, ele precisa ser fecundado neste curto intervalo de tempo, caso contrário, não há como ocorrer uma gravidez. Logo, quando a mulher engravida, o óvulo é fecundado cerca de 14 dias antes da data prevista para a próxima menstrual descer.

    Uma vez fecundado, o zigoto (produto da fecundação do óvulo pelo espermatozoide) migra das trompas em direção ao útero. Essa migração demora de 6 a 12 dias. Durante esse tempo o zigoto se transforma em embrião e desenvolve o trofoblasto, um grupo de células que irão dar origem à placenta. É o trofoblasto quem produz o hormônio hCG. Essa produção, porém, só inicia-se quando o embrião implanta-se na parede do útero.

    Portanto, na melhor das hipóteses, o hormônio hCG começa a ser produzido 6 dias depois da fecundação; na pior das hipóteses, 12 dias depois da fecundação. Só por essa explicação já dá para entender por que não adianta fazer o teste de gravidez poucos dias depois de ter tido uma relação sexual desprotegida. Se ainda não foi iniciada a produção do hCG pelo embrião, não há como nenhum teste de gravidez dar positivo.

     

    Após o início da produção do hCG, são necessários alguns dias para que ele alcance uma concentração sanguínea suficiente para que possa ser detectado pelos exames de sangue mais sensíveis. Isso significa que mesmo na melhor das hipóteses, que é uma implantação do embrião no útero ao redor do 6º dia após a concepção, são necessários mais uns 2 a 4 dias para que tenhamos quantidades relevantes de hCG no sangue. Consequentemente, na melhor das hipóteses, o hCG só torna-se detectável de 4 a 6 dias antes da menstruação descer. Na maioria dos casos, porém, o embrião não implanta-se tão cedo, e a época que o hCG torna-se detectável é apenas 1 ou 2 dias antes da data esperada para próxima menstruação. E não podemos esquecer que existem os casos de implantação tardia, o que faz com que o hCG só torne-se positivo depois do atraso menstrual.

    QUAL TESTE DE GRAVIDEZ TORNA-SE POSITIVO PRIMEIRO?

    Existem apenas 2 tipos de testes de gravidez confiáveis: a dosagem do beta hCG no sangue e os testes de farmácia que detectam a presença do hCG na urina . O teste mais confiável é com certeza a dosagem sanguínea do hCG. Esse exame é tão mais confiável, que mesmo que você tenha um teste de farmácia positivo, é indicado fazer o exame de sangue para confirmar o resultado.

    Os testes de sangue conseguem detectar o beta hCG com concentrações até 20 menores que os testes de urina. Além disso, para que o beta hCG apareça na urina, é preciso antes que o hCG no sangue esteja em concentrações relevantes. Por isso, o teste de sangue torna-se positivo alguns dias antes do teste de urina, podendo estar positivo mesmo antes do atraso menstrual.

    Contudo, como o teste de farmácia é muito mais simples de ser feito, fornece um resultado de forma quase que instantânea, não requer picadas com agulha e é capaz de detectar o beta hCH apenas poucos dias depois do teste de sangue, ele acaba sendo a opção mais simples para quem quer saber se está grávida ou não.

    QUANDO O RESULTADO DO TESTE DE GRAVIDEZ É REALMENTE CONFIÁVEL?

    As causas de teste de gravidez falso positivo, ou seja, um teste dar positivo em uma mulher que não está grávida, são raras. Portanto, em princípio, se um teste de gravidez, seja de urina ou sangue, der positivo, devemos acreditar que a mulher esteja realmente grávida.

    Em contrapartida, um teste de gravidez falso negativo, ou seja, um teste dar negativo em uma mulher grávida, é relativamente comum, principalmente se o teste estiver sendo feito antes do atraso menstrual. Nestes casos, o teste dá negativo não é porque a mulher não está grávida, mas sim porque o nível de hCG produzidos pelo embrião ainda está tão baixo, que os exames não conseguem detectá-lo. Falsos negativos são mais comuns nos exames de urina do que nos exames de sangue.

    Os testes de gravidez sanguíneos costumam ficar positivos entre o 8º e o 13º dia após a concepção (isto é, 1 a 6 dias antes do atraso menstrual). A partir do primeiro dia de atraso menstrual, a chance do teste de gravidez de sangue dar positivo é de 99%. Se a sua menstruação está atrasada um dia e o teste de sangue deu negativo, a chance de você estar grávida é muito baixa. Se por acaso você estiver com sintomas de gravidez e não se convencer que não está grávida, o teste pode ser repetido após 5 dias. Às vezes, a mulher erra o cálculo do seu ciclo e acaba achando que a menstruação está atrasada quando ainda não está. Isso é comum em mulheres com ciclos muito irregulares. Nestes casos, o teste de sangue realmente pode dar falso negativo.

    Já o teste de gravidez de farmácia não é tão simples de ser interpretado. Existem dezenas de marcas diferentes, algumas delas com maior sensibilidade que outras para detectar o beta hCG. Algumas marcas conseguem detectar o beta hCG com 1 dia de atraso menstrual em 97% das mulheres grávidas, mas há outras cuja a sensibilidade é só de 54%, ou seja, 46% das grávidas terão um falso negativo. Portanto, para que um teste de gravidez de farmácia seja realmente confiável, o ideal é só fazê-lo com 5 dias de atraso menstrual. O teste de farmácia pode até ser feito após 1 dia de atraso, mas se ele vier negativo, é preciso repeti-lo após 1 semana, pois a chance de ser um falso negativo não é baixa.

     

    O TESTE DE GRAVIDEZ CASEIRO PODE SER FEITO ANTES DOS TESTES DE FARMÁCIA OU DE SANGUE?

    Os testes de gravidez feitos em casa, seja com água sanitária, Coca-Cola, vinagre, pasta de dente ou qualquer outro produto caseiro, não são confiáveis e não servem para diagnosticar ou descartar uma gravidez. Esses testes não têm nenhum embasamento científicos e ainda podem fazer mal, pois a reação da urina com cloro ou com a água sanitária pode liberar gases tóxicos.

    Portanto, se você acha que pode estar grávida, não adianta fazer teste de gravidez caseiro.

    A conduta correta é ir à farmácia comprar um teste de gravidez real.


    PERGUNTAS COMUNS SOBRE O MOMENTO CERTO DE FAZER O TESTE DE GRAVIDEZ

    Se eu estiver usando algum método anticoncepcional, a época de fazer o teste de gravidez pode ser alterada?

    Não, nenhum método contraceptivo interfere no resultado do beta hCG.

    Algum medicamento pode impedir o teste de gravidez de ficar positivo?

    Não, nenhum medicamento interfere no resultado do beta hCG de forma a torná-lo negativo em mulheres grávidas.

    Teste de gravidez negativo após 1 semana de atraso menstrual é definitivo?

    Sim, a não ser que você tenha errado a data da vinda da menstruação. Se você acha que a menstruação está atrasada 7 dias, mas ela realmente só está atrasada 1 ou 2 dias, pode haver um falso negativo.

    Se eu não souber a data da próxima menstruação, quando devo fazer o teste de gravidez?

    Caso a mulher tenha um ciclo muito irregular ou não esteja acompanhando as datas da sua menstruação para saber quando o próximo período deve chegar, o teste de gravidez deve ser feito, pelo menos, 21 dias depois da relação sexual que poderia gerar uma gravidez. Se a mulher teve múltiplas relações neste período, o intervalo deve ser contado a partir da última relação desprotegida. Obviamente, caso a menstruação desça antes do 21º dia, não é preciso mais fazer o exame, pois isso indica que a mulher não engravidou.



    Escrito por Lully :) às 16h07
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    SOP ou SOMP

    A síndrome dos ovários policísticos (SOP), também chamada de síndrome dos ovários micropolicísticos (SOMP), é uma doença caracterizada pela presença de múltiplos cistos nos ovários, associados a uma desregulação do ciclo ovulatório e dos hormônios femininos.

     

    O QUE É OVÁRIO POLICÍSTICO?

    Um cisto é uma espécie de saco formado por uma fina membrana, contendo líquido ou ar em seu interior. É como aquelas bolhas que surgem na pele após uma queimadura ou no pé após o uso de um sapato desconfortável. O cisto é uma estrutura fechada, não tendo comunicação direta com o tecido no qual ele está inserido.

    O ovário policístico, como o próprio nome diz, é um ovário que desenvolve múltiplos cistos. Para entender por que surgem vários cistos no ovário é preciso primeiro conhecer o ciclo ovulatório normal. Vamos resumi-lo:

    Ciclo menstrual normal

    O ciclo da ovulação ocorre por uma sequência de eventos desencadeados pelo cérebro, ovários e útero, que ocorrem em média uma vez a cada 28 dias (em algumas mulheres este ciclo é maior, em outras menor). O ciclo ovulatório é controlado basicamente por 4 hormônios, dois deles, FSH e LH, produzidos pela glândula hipófise do cérebro, e outros dois, estrogênio e progesterona, produzidos pelos ovários.

    Durante a primeira metade do ciclo, o cérebro produz o hormônio FSH, que estimula o ovário a desenvolver vários folículos (um tipo de cisto). Na presença do FSH, os folículos começam a se desenvolver, crescendo e amadurecendo. Sete dias após o início do ciclo, é possível detectar na ultrassonografia do ovário vários folículos medindo entre 9 e 10 milímetros.

    Estes folículos ovarianos começam a produzir estrogênio. Conforme os níveis de estrogênio vão crescendo, um dos folículos se torna dominante, desenvolvendo-se mais rápido que os outros, que param de crescer e começam a involuir. Este folículo dominante é quem vai liberar o óvulo no momento da ovulação.

    O pico na produção de estrogênio ocorre um dia antes da ovulação. No momento de concentração máxima do estrogênio, outro hormônio da hipófise é liberado, o LH. Estamos agora exatamente no meio do ciclo, ao redor do 14º dia em casos de ciclos menstruais de 28 dias. 36 horas após a liberação do LH, ocorre o rompimento do folículo dominante e a liberação do óvulo.

    Após a ovulação, o ovário produz estrógeno e progesterona, que preparam o útero para a implantação e possível gravidez. Se o óvulo não for fecundado, ele é absorvido e a produção de LH, estrogênio e progesterona é interrompida. Sem estes hormônios o útero descama, surgindo assim a menstruação.

    Portanto, a menstruação é um sinal que a mulher ovulou mas não foi fecundada.

     

    Ciclo menstrual na síndrome dos ovários policísticos

     

    Nas mulheres com SOP, os folículos que surgem devido à ação do FSH são incapazes de crescer até um tamanho que provocaria a ovulação, não havendo, portanto, o desenvolvimento de um folículo dominante. Sem o folículo dominante, não ocorre ovulação nem estímulo para os folículos restantes involuírem, havendo acúmulo progressivo dos mesmos, o que é responsável pelo aspecto policístico que os ovários adquirem. A ausência de ovulação e a presença constante de folículos desregula todo o ciclo de produção de FSH, LH, estrogênio e progesterona. A mulher com ovário policístico pode não ovular por vários ciclos, o que é facilmente perceptível pela natureza irregular das suas menstruações.

     

    O QUE CAUSA A SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS?

    Não se sabe bem ao certo o que provoca a SOP. É provável que a mesma seja o resultado da associação de fatores genéticos e factores ambientais. Cerca de 10% das mulheres possuem a síndrome dos ovários policísticos em algum grau.

    A influência genética é forte. Mulheres com ovário policístico frequentemente possuem uma mãe ou irmã também com a doença. Pesquisadores ainda estão à procura dos genes responsáveis pela doença.

     

    Uma achado muito comum nas mulheres com síndrome dos ovários policísticos é um aumento dos níveis de testosterona, o principal hormônio masculino. Outra alteração comum é a resistência a insulina. A paciente produz insulina normalmente, mas os seus tecidos são resistentes a sua ação, causando uma alteração nos valores de glicose no sangue.

     

    SINTOMAS DO OVÁRIO POLICÍSTICO

    O ovário policístico é chamado síndrome porque possui um conjunto de sinais e sintomas que podem ou não estar presentes. Existe uma grande variabilidade dos sintomas da síndrome dos ovários policísticos, sendo a doença mais branda em algumas mulheres e mais exuberante em outras.

    As principais características da SOP são a menstruação irregular, o que indica a presença de ciclos anovulatórios (ausência de ovulação), infertilidade, obesidade, aumento dos pelos e acne. Laboratorialmente é comum encontrar níveis elevados de glicose no sangue, em alguns casos (cerca de10%), altos o suficiente para causar diabetes .

    O excesso de testosterona, chamado de hiperandrogenismo, é responsável por alguns dos sinais e sintomas típicos da síndrome dos ovários policísticos. Hirsutismo é o nome dado à presença de pelos na mulheres em locais com características masculinas. Os pelos costumam surgir acima do lábio superior, no queixo, ao redor dos mamilos e abaixo do umbigo. A mulheres também podem apresentar uma calvície com padrão masculino .

    O excesso de hormônios masculinos também é o responsável pelo aumento da oleosidade da pele e surgimento da acne (cravos e espinhas) .

     

    A dificuldade para engravidar é muito comum nas mulheres com ovário policístico. A frequente ausência de ovulação é a responsável pela infertilidade. Muitas das pacientes com SOP acabam precisando de tratamento para infertilidade para conseguir engravidar.

    A ausência de ovulação e as alterações hormonais da SOP aumentam o risco do desenvolvimento do câncer do endométrio (parede que reveste o útero).

    Outro achado comum na síndrome dos ovários policísticos é a síndrome metabólica, caracterizada per excesso de peso, resistência à insulina, níveis elevados de colesterol e hipertensão.

     Pacientes com síndrome metabólica têm maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

     

    TRATAMENTO DA SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS

    Não existe cura para a síndrome dos ovários policísticos, porém, há tratamento efetivos que conseguem controlar bem os sintomas da doença.

    O tratamento é geralmente direcionado para os sintomas mais exuberantes. Nas mulheres com hiperandrogenismo, o uso de pílulas anticoncepcionais ajuda a diminuir a produção de hormônios masculinos. O Acetato de ciproterona, presente no Diane, tem uma boa ação antiandrogênica.

    Se não houver resposta esperada após 6 meses de pílula, um diurético chamado espironolactona pode ser usado, por ter também atividade antiandrogênica, principalmente na pele, inibindo o hirsutismo. Outra droga com efeito antiandrogênico que pode ser usada é a Finasterida. Existe um creme chamado Vaniqa, que pode ser usado na pele, pois ele inibe o crescimento de pelos.

    O uso de anticoncepcionais, além da parte estética, também é importante para regularizar o ciclo menstrual, diminuindo os riscos de câncer do endométrio. A pílula também age contra a acne.

    A metformina é uma droga antidiábetica muito usada na SOP, pois ajuda a controlar a resistência à insulina, ajustando os níveis de glicose sanguíneos. A metformina também ajuda a regular o ciclo menstrual .

    Nas mulheres que desejam engravidar, o Clomid costuma ser o medicamento mais usado para induzir ovulação. A metformina é frequentemente usada para aumentar a eficácia do Clomid.

    A prática de exercícios físicos e a perda de peso são importantes, pois atuam melhorando a resistência à insulina, reduzem a produção de hormônios masculinos e protegem contra as doenças cardiovasculares.

     



    Escrito por Lully :) às 15h49
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